| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Procellariidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. deserta |
A Grazina-de-desertas (Pterodroma deserta) é uma ave da família Procellariidae.
Seu nome científico significa: do (grego) pteron = asa; e de -dromos = piloto, aquele que corre; e do (latim) desertum, desertus, deserti = deseto, solidão; referente ou originário das ilhas Desertas no arquipélago da Maderia, no Oceano Atlântico, Portugal. ⇒ Asa corredora das ilhas Desertas ou piloto com asas das ilhas Desertas.
A grazina-de-desertas Pterodroma deserta é uma ave marinha pelágica, endémica da Madeira. É uma espécie extremamente rara, onde a sua população está basicamente restrita a um único local com os ninhos concentrados no planalto sul da ilha do Bugio e alguns nas zonas de escarpa adjacentes.
Mede de 33 a 36 cm de comprimento e 86-94 cm de envergadura. Asas e dorso escuros, com uma marca em “W” nas asas. Parte interna das asas escuras e ventre branco. Semelhante à grazina-da-madeira, embora seja um pouco maior e tenha bico mais robusto.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de lulas, pequenos peixes e crustáceos de superfície
Ave marinha pelágica, passando grande parte do seu ciclo de vida em alto mar. Nidifica no planalto sul da ilha do Bugio, onde escava os seus ninhos no solo, pelo que a existência de áreas não erodidas é vital para a sua sobrevivência. Pontualmente pode nidificar em buracos nas rochas ou em zonas com pedras soltas.
O período de reprodução ocorre em média durante 180 a 190 dias e é compreendido entre junho e dezembro. A grazina-de-desertas chega à colónia em junho, para dar início à limpeza dos ninhos, acasalamento e cópula. Após o êxodo pré-postura os primeiros ovos são postos em meados de julho. A eclosão dá-se a partir de meados de setembro e os juvenis saem do ninho a partir de meados de dezembro.
Outros hábitos…
É uma espécie endêmica do arquipélago da Madeira. Por ser pelágica pode ser encontrada pelo Oceano atlântico. É considerada como espécie vagante no Brasil.
Referências externas